Na segunda-feira (13), o vereador Edimar Crispin apresentou
grave denúncia na Câmara de São Miguel do Guaporé, envolvendo a gestão
municipal e chamou a atenção para uma obra que deveria ter sido realizada no
pátio da Prefeitura, mas e que apresenta indícios de irregularidades.
Com
farta documentação, Edimar Crispim explicou que em dezembro do ano passado, a
Secretaria Municipal de Administração e Fazenda, emitiu o empenho 3138/2022 no
valor de R$ 33.197,25 para “compra de materiais para calçar todo o pátio da
Prefeitura, no local de empoçamento de água, alagando e criando atoleiro dos
veículos pesados. O calçamento irá sanar esses problemas e serviria para
estacionamento dos veículos desta administração e dos servidores”.
Contudo,
segundo investigou o vereador, o pátio da prefeitura segue até hoje qualquer
melhoria. “O que chama a atenção é que o pagamento foi feito adiantado, pois
estivemos lá e o pátio continua sem qualquer reforma e ainda sem licitação, por
meio de inexigibilidade, e ainda com a nota fiscal no nome de uma mecânica, e
não em nome de um depósito de areia ou material de construção”, apontou.
Diante das
irregularidades, o vereador pediu a abertura de uma CPI (Comissão Parlamentar
de Inquérito) para investigar o caso e apurar possível desvio de dinheiro
público. “Seria muito bom chegar aqui hoje, falar que o município está indo
bem, que está avançando, mas entre as minhas atribuições como vereador está a
de fiscalizar a gestão municipal e agora chegou o momento de expor essas
irregularidades”, disse.
O vereador
ainda alertou que está colocando sua vida em risco ao denunciar as
irregularidades, mas afirmou que é seu dever fiscalizar a gestão municipal e
garantir que o dinheiro público seja usado de forma correta. Ele solicitou que
o Ministério Público e o Tribunal de Contas também investiguem as denúncias
apresentadas.
Por fim,
ressaltou que a população merece o desfecho dessas investigações para que sejam
apuradas as responsabilidades e tomadas as medidas cabíveis para garantir a
transparência e a legalidade na gestão pública.
FONTE: rondoniagora
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