As contradições entre o que diz Flori e o que ele faz na prática, quando se trata de seus assessores diretos, pode ser evidenciada através de três situações nas pastas da Agricultura, Assistência Social e Meio Ambiente.
O prefeito de Vilhena, Flori Cordeiro de Miranda Junior (PODEMOS), foi eleito sob a égide de ter na transparência e antecedentes ilibados a composição de seu primeiro escalão, que ainda seria norteado por princípios relevantes, por exemplo, eficiência.
No entanto, nomeação recente para comando de secretaria acaba indo
contra tal discurso, e há setores onde a eficácia não pode ser considerada como
ponto forte no que se refere a resultados, mesmo dispondo de duas
pessoas no comando da pasta. Sem falar que há também um controvertido caso de literal
queima de dinheiro suspeito numa outra secretaria, um caso no mínimo curioso,
para não se dizer bizarro.
A Secretaria Municipal de Agricultura (SEMAGRI) até que vinha sendo bem
tocada pelo vice-prefeito, mas sabe-se lá por qual motivo, Aparecido Donadoni, resolveu deixar a secretaria. Há quem diga que por trás desta renúncia existe
eventual descontentamento por parte do vice-prefeito quanto a ausência de
prioridade dada pela administração ao setor, mas isso permanece no campo da
especulação.
Então, Flori se atrapalha ao
promover a mudança, criando celeuma com o senador Jaime Bagattoli e terminando
por atender interesses do também senador Marcos Rogério e da deputada federal
Silvia Cristiana, nomeando um indicado da dupla ao comando da SEMAGRI sobre o
qual pesa uma condenação em instâncias inferiores pela prática de
irregularidades quando estava trabalhando para o Município.
Apesar de ainda não haver sentença
definitiva, por uma questão de coerência o prefeito deveria ter mais cautela
nesta nomeação, já que pregou na campanha a idoneidade total de seus
subordinados. Partindo deste princípio, seria mais certo que Flori esperasse
que o seu escolhido se desvencilhasse do enrosco jurídico para aí então
nomeá-lo, assim mantendo-se fiel ao que ele mesmo dizia em palanque.
Na Secretaria Municipal de Asistência Social (SEMAS) o problema é outro:
trata-se de um setor vital da administração municipal e do qual centenas de
pessoas dependem, mas parece que as coisas por lá não vão para a frente, mesmo
havendo ali praticamente dois secretários, ambos ganhando salários razoáveis, não se consegue entregar resultado satisfatório e as reclamações são inúmeras. Falta alguma coisa por lá que
contraria o tal princípio da eficácia que Flori garantiu que seria da baliza
principal de seu primeiro escalão.
Já na Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA) ocorreu a sinistra falta de uma
ação por parte do prefeito, no caso da suposta propina, ou “gorjeta” em dinheiro, dada por empresário
como recompensa a ação de servidores, o qual foi destruída com fogo pela
titular da pasta e que o prefeito não deu nenhuma importância para o caso mesmo sendo delegado de polícia. A situação necessita de esclarecimentos, porém parece que irá deixar passar
batido.
Essas incongruências, somada aos desacordos com o funcionalismo e a aparente falta de sintonia com entes federados que poderiam estar contribuindo com a administração de Vilhena, acabam gerando dúvida à setores da sociedade, que começam a perceber que, ao contrário do que falava na campanha eleitoral, o prefeito Flori não estava tão preparado para exercer o cargo que ocupa, e Vilhena começa a padecer mais uma vez.
Da
redação
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