"Recursos para pandemia foram utilizados de forma ilícita em Rondônia"
O governador Marcos Rocha foi um dos 9 governadores de Estado
convocados para dar explicações à CPI da Pandemia, durante a sessão realizada
nesta quarta-feira (26). Esses governos foram alvos de operações da Polícia
Federal e tiveram como alvo recursos para o tratamento da Covid destinados pela
União. Além de Rocha foram convocados os governadores Helder Barbalho (Pará),
Wilson Lima (Amazonas), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Mauro Carlesse
(Tocantins), Carlos Moisés (Santa Catarina), Antônio Denarium (Roraima), Waldez
Góes (Amapá) e Wellington Dias (Piauí).
Na CPI, os senadores devem questionar o governador de Rondônia sobre a devassa desencadeada pela PF em 2.020, por suspeita de corrupção na compra de kits rápidos para teste de Covid-19.
Em 30 de julho do ano passado a Polícia Federal realizou em Rondônia a Operação Polígrafo, visando desarticular esquemas de fraudes na aquisição emergencial de testes rápidos para diagnóstico da Covid19, por parte da Secretaria Estadual de Saúde de Rondônia.
A ação fazia
parte de trabalho conjunto entre a Polícia Federal, Controladoria-Geral da
União e Ministério Público de Rondônia. Os 13 mandados foram cumpridos em Porto
Velho, Itajaí/SC, Balneário Camboriú/SC e Rio de Janeiro/RJ. O valor total da
contratação investigada chega a R$ 10.500.000,00 (dez milhões e quinhentos mil
reais).
Durante as investigações,
foram apurados indícios de irregularidades na dispensa de licitação para compra
dos testes, que não possuíam registro na Anvisa, e superfaturamento no valor de
cada unidade adquirida, comparado ao preço ofertado em chamamento público
realizado pela Superintendência Estadual de Licitações – SUPEL.

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