O conselheiro substituto Omar Pires Dias
proibiu à Superintendência de Licitações de Rondônia (Supel) de fazer a
homologação da concorrência 07/2020 no valor de pouco mais de R$ 24 milhões,
aberta para contratação de empresa de publicidade para atender o Governo do
Estado, até os esclarecimentos para denúncias de direcionamento do certame. Uma
das concorrentes, a Minha Agência Propaganda e Marketing Ltda, impetrou
representação na Corte atacando três fortes pontos para pedir a anulação da
licitação, o que não aconteceu porque o TCE precisa ouvir os envolvidos para
avaliar qualquer decisão final. Nesta fase da licitação, já houve julgamento
técnico, faltando apenas a disputa de preço.

O primeiro ponto questionado foi em relação aos membros da subcomissão técnica
criada para julgar a proposta. Neste tipo de concorrência, exige-se técnica e
preço das empresas interessadas no contrato. O julgamento é feito por três
profissionais das áreas de marketing, jornalismo e publicidade com vínculo e
sem vínculo com a administração pública. Segundo a agência citada, houve
sucessivas e “providenciais” substituições da subcomissão até chegar, segundo a
denúncia, “na pessoa certa”, posteriormente contratada para cargo de direção na
Superintendência de Comunicação Estadual (Secom).
O
segundo ponto envolve o regramento do edital, que não estaria sendo respeitado
pela Supel. A empresa de melhor classificação estaria descumprindo as
normativas legais ao apresentar peças superiores ao permitido e entregar
envelope deformado, o que poderia ensejar a caraterização da proposta, o que é
proibido por lei. A própria Supel também não estaria respeitando o edital e
teria suprimido partes importantes das gravações da sessão pública.
Licitação também é alvo de operação
Um dos alvos da Operação Propagare foi o possível direcionamento da licitação
de publicidade. A investigação é realizada pelo Ministério Público de Rondônia
e um dos pedidos acatados pelo desembargador Gilberto Barbosa foi o afastamento
do secretário-chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves. Segundo relatado pelo MP,
Gonçalves e seu advogado particular, Nelson Canedo, estariam trabalhando para a
empresa, melhor pontuada no certame, vencer a disputa. Canedo, conforme relatou
a denúncia, assinou contrato de prestação de serviços jurídicos com a mesma
empresa, camuflando os interesses por trás do vultoso contrato de publicidade.
FONTE: rondoniagora
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