A lista de políticos que estão inativos, mas que são influentes campeões de votos tem mais um grupo na Opinião da semana
Rondônia é um Estado jovem, com pouco mais de 40 anos, mas tem uma história política rica, desde o período de território até chegar à condição de Estado. Muitos políticos passaram pelos diversos cargos eletivos, alguns com mais, outros com menos destaque, inclusive negativos, mas fazem parte da história e, se hoje estão fora do processo político- eleitoral é por conveniência ou problemas com a Justiça.
Recentemente publicamos a
Parte I do “Políticos bons de voto, sem mandato, mas de olho nas eleições de
2022 em Rondônia”, com vinte nomes em condições de se eleger aos cargos
eletivos em disputa nas eleições de outubro do próximo ano, para governador e
vice, uma das três vagas ao Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
Na Parte II temos inúmeros
nomes de políticos, que já estiveram na linha de frente em Rondônia, mas que
hoje, por motivos diversos, inclusive judiciais estão fora do processo político-eleitoral.
Alguns por conveniência, outros por impedimentos legais e muitos por não se
enquadrarem na era da tecnologia, onde os sites eletrônicos e as redes sociais
são fundamentais e não mais os comícios, horário eleitoral e a mídia impressa e
televisada. O rádio, desde o enquadramento na Lei Eleitoral, onde pouco ou
quase nada pode ser levado ao ar deixou de ser imprescindível numa campanha
eleitoral.
Cacoal
já teve lideranças significativas militando na política regional. O empresário
e ex-prefeito Divino Cardoso é uma delas. Sua passagem pela prefeitura é
lembrada pela maioria da população da região e até hoje é citado como exemplo
na administração pública, além de cidadão de caráter ilibado.
A ex-prefeita e
ex-deputada estadual Sueli Aragão também marcou época na política de Cacoal.
Sueli, além de passar pelos cargos eletivos (prefeita e deputada) foi uma
liderança expressiva no Estado do MDB, que depois passou a PMDB e agora voltou
a MDB. Deixou um amplo folha de bons serviços prestados ao município e à
política estadual.
O ex-deputado estadual
Neri Firigolo, do PT, esteve na Ale durante 4 mandatos. Sempre teve uma conduta
discreta, mas de muito trabalho nos bastidores. Neri sempre foi de conduta
coerente e responsável. Entrou e saiu da política sem deixar manchas no seu
currículo.
A pujante e progressista
Cacoal é um reduto de políticos de enorme potencial de votos e com bons
serviços prestados à comunidade regional e do Estado. O elétrico Valdivino
Tucura, ex-deputado estadual com dois mandatos consecutivos não foi um político
de muita visibilidade na mídia, mas trabalhou muito em favor da sua Cacoal.
O ex-deputado federal
Nilton Capixaba teve 4 mandatos na Câmara Federal. Nas eleições de 2018 não
pode concorrer, porque estava inelegível, mas lançou a esposa, Hosana que não
se elegeu, mas somou mais de 21 mil votos e ficou na suplência. Capixaba também
tem seu espaço na política regional de Cacoal.
A
carreira política de Ernandes Amorim, de Ariquemes é vitoriosa. Amorim só não
conseguiu se eleger governador. Mas foi vereador, prefeito, deputado estadual,
deputado federal e senador. Também ajudou a eleger as filhas Daniela a prefeita
de Ariquemes e deputada estadual; a filha Helma prefeita de Alto Paraíso e o
filho Ernan prefeito de Cujubim. Hoje está afastado da política, mas está entre
as maiores lideranças políticas do Estado.
O ex-prefeito de Colorado
do Oeste e Vilhena, Melki Donadon está entre os líderes políticos do Estado.
Concorreu a governador nas eleições de 1998 pelo PSC, mas não se elegeu. O
irmão Marcos foi deputado estadual e presidente da Ale; o outro irmão Natan,
deputado federal e a esposa Rosani prefeita de Vilhena. A cunhada Rosângela é
deputada estadual pelo PDT e a irmã Raquel foi prefeita de Colorado do Oeste. É
uma família com pedigree na política.
O ex-prefeito José Rover,
que foi afastado do cargo por denúncias de corrupção conseguiu superar a
Família Donadon em Vilhena se elegendo em 2008 e se reelegendo em 2012. Teve
problemas íntimos graves, como o assassinato do filho Luiz Rover em agosto de
2017. Após deixar a prefeitura nunca mais participou da política.
O ex-deputado federal
Anselmo de Jesus, de Ji-Paraná marcou época no PT estadual. Anselmo ocupou vaga
na Câmara Federal e sua filha, Cláudia passou pela câmara de vereadores e
concorreu a prefeita nas eleições de 2020. Não se elegeu, mas é, junto com o
pai nome de força eleitoral do PT na “Capital da BR.
O
ex-deputado estadual Airton Gurgacz, uma das lideranças do PDT de Ji-Paraná não
se reelegeu, pela segunda vez em 2018, por erros estratégicos. Era nome em
condições de concorrer à prefeitura em 2020, mas não entrou na disputa. É nome
com plenas condições de retornar à Ale nas eleições de 2022.
Pimenta Bueno tem
políticos, que já estiveram na vitrine da política durante muitos anos e hoje
estão afastados. Kaká Mendonça, deputado estadual em três legislaturas,
inclusive presidiu o parlamento estadual durante um período. Seu irmão Jean
Mendonça foi prefeito de Pimenta Bueno e é suplente de deputado estadual.
Augusto Plaça também
passou pela prefeitura e deputado estadual em dois mandatos seguidos. Hoje está
distante da política regional, mas era uma forte liderança regional.
O empresário César Cassol,
hoje tocando negócios na Bolívia foi o primeiro prefeito (nomeado) de Santa
Luzia do Oeste, pelo ex-governador Ângelo Angelim. Posteriormente se elegeu
deputado estadual e prefeito de Rolim de Moura. Renunciou alegando não ter
condições de administrar o município por uma série de justificativas.
O deputado constituinte
José Bianco é um dos mais ilustres políticos da região Norte. Bianco passou
pela câmara de vereadores de Ji-Paraná, município que ele administrou em três
oportunidades, duas delas seguidas; é deputado constituinte, foi governador do
Estado e senador. Hoje é um consultor dos políticos mais jovens, e nos
bastidores continua atuante e prestativo.
Na
capital o ex-governador e ex-deputado estadual Oswaldo Piana deixou como maior
legado ao Estado o Linhão. Quem morou em Rondônia, antes do Linhão sabe das
dificuldades da época, onde a maioria dos estabelecimentos comerciais tinha um
motor estacionário na calçada, devido a inconstância no fornecimento da energia
pelas Centrais Elétricas de Rondônia-Ceron. Pelas dificuldades em abrir um
espaço na floresta amazônica para a passagem do Linhão ninguém acredita que
Piana, que assumiu em 1995 o governo do Estado fosse concluir a obra até o
final de 1997, quando terminaria o seu mandato. O ex-governador “pendurou as
chuteiras” da política, mas deixou a sua marca.
A capital tem, ainda, o
ex-prefeito e ex-deputado federal Carlinhos Camurça, que já tentou retornar à
política disputando vaga na Ale, mas não conseguiu. Na Câmara Federal não
desenvolveu um bom trabalho, mas um prefeito de obras e realizações em Porto Velho.
O ex-prefeito de Porto
Velho, José Guedes, que também passou pela Câmara Federal é sempre lembrado nas
campanhas políticas. Guedes foi um dos fundadores do PSDB com o saudoso colega,
José Richa, ex-governador do Paraná. Hoje Guedes exerce a advocacia na capital
e só participa da política nos bastidores.
Dois ex-presidentes da Assembleia Legislativa, que foram bem
votados nas eleições em que participaram estão na lista do mês. Neodi Carlos,
de Machadinho do Oeste e Valter Araújo, da capital. Neodi foi deputado em três
mandatos seguidos e Valter Araújo em dois. Neodi não se reelegeu em 2014 e
Valter foi afastado do cargo em 2011, quando da realização da Operação
Termópilas.
FONTE: Waldir Costa /
Rondônia Dinâmica

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