Desprezado por Prefeito e grupo do PV, Vereador demonstra todo seu rancor na tribuna em Vilhena

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Desprezado por Prefeito e grupo do PV, Vereador demonstra todo seu rancor na tribuna em Vilhena

Se a intenção foi fazer cena, o Presidente da Câmara teve uma péssima atuação: “se achando cachorro grande foi tratado como pequinês”



Antes chamado de “Pitbull” pelos próximos por causa do jeitão “brutão”, o Presidente da Câmara de Vereadores Ronildo Macedo (PV) agora não tem passado de um “Pinscher”, que ladra mas não morde e quando morde nem chega a machucar.

A analogia se deve ao fato de que na data de hoje, 13 de julho, na última sessão ordinária do semestre, no apagar das luzes Macedinho “rodou a baiana” pra cima do prefeito num discurso patético, carregado de ciúme, inveja, jogo de cena e a beira do ridículo.

Revoltadíssimo, Macedo acusou Eduardo de abandonar os companheiros na hora de comer o filé e de tê-lo usado apenas na hora de roer o osso. Ele falou do reajuste do IPTU, da cobrança da COSIP e dos asfaltos feitos com um boletinho surpresa e desagradável para a população pagar, onde Japonês só não perdeu a eleição porque 11 dos 13 vereadores da legislatura passada blindaram o prefeito e enfrentaram a chuva de críticas.

Agora, Eduardo começa a aparecer em foto daqui e dali lançando e inaugurando de asfalto até parquinho e Macedo sumiu da cena. A genialidade e criatividade da assessoria do prefeito é tamanha que ele já foi colocado pra andar de skate, fazer miojo, andar de carro velho com o governador e por último, até bola com a molecada jogou. Tudo truque de marketing que parece não ter emplacado, mas o que importa é que Ronildo ficou fora de tudo isso e não gostou. O presidente reclamou e levantou até duvidas, (como quem não soubesse) de que a assessoria de Japa o estaria boicotando.

Para analistas do cenário, o discurso de Macedo não transpareceu verdade porque ele simplesmente perdeu a autonomia de cobrar qualquer coisa desde que se reelegeu presidente numa manobra que precisou da interferência do prefeito e do deputado Luizinho Goebel, colocando-o assim de joelhos diante do que a administração enfiar “goela abaixo” para ele aprovar com os seus.

A gota d’água teria sido quando Ronildo desastrosamente fez com que seu colega de partido Wilson Tabalipa perdesse a eleição considerada pelo grupo como ganha para a mesa diretora do segundo biênio. Naquela ocasião a falta de articulação foi tamanha que o placar acabou sendo de 11x2, tendo o próprio Tabalipa votado em Samir Ali (PODEMOS) depois que viu o “boi escapar com corda e tudo”.

Dentro do próprio PV nunca foi segredo que Eduardo prefere a companhia de Tabalipa que é muito mais diplomático do que Ronildo que é falastrão, espalhafatoso e inábil com as articulações do meio político. Uma fonte nos revelou que recentemente Ronildo sofreu um revés que já indicava esse afastamento, quando ele e sua esposa exigiram pessoalmente de Eduardo a exoneração imediata de uma comissionada que já foi do seu arco de alianças. Como forma de rechaçar o pedido, o prefeito tratou de promover a moça ao cargo de secretária adjunta no dia seguinte ao invés de demiti-la. 

Paralelamente a tudo isso, Ronildo enfrente dezenas de problemas pessoais que estariam afetando sua imagem de político que um dia poderia se tornar algo maior na sociedade Vilhenense e do Estado. Problemas esses que vão desde a esfera judicial com a deputada federal Mariana Carvalho que o processou por calúnia, injuria e difamação, passando por litígios maritais do seu antigo casamento até por último manter em sua casa um jovem trancafiado com a falsa acusação de extorsão.

Amigos e assessores próximos tem dito que Macedo tem tomado atitudes impensadas como as que foram citadas, por ainda não ter engolido a derrota interna pela mesa e por estar demasiadamente assombrado por em breve ter que voltar a ser um vereador do “baixo clero” com um salarinho de apenas R$ 6.400,00 como os “sem mesa”.

Finalizando, há quem garanta que antes de perder a batina sagrada de presidente, Ronildo vai experimentar ao menos três novos pedidos de CPI, dos quais pelo menos dois devem acusá-lo de compra de votos.

Por Mauro Fonseca

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