No dia 26 de janeiro de 1982 saiu a nomeação da primeira servidora do Poder Judiciário de Rondônia, Helena Carvajal, hoje registradora e notária de um cartório da capital. Na época, com 26 anos, e já mãe de sua primeira filha, Helena conquistava um feito que entraria para a história do Tribunal de Justiça de Rondônia, graças ao seu mérito e dedicação numa época em que tudo estava sendo ainda construído.
Formada em direito pela Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso- FUCMAT, hoje FUCMS, Helena passou no primeiro concurso do Poder Judiciário daquele Estado, como técnica judiciária, o que deu a ela experiência na elaboração de documentos, fluxo organizacional e até procedimentos jurídicos que, no momento de criação do Estado de Rondônia, traria grande contribuição para a instalação do Poder Judiciário local.
Helena lembra com carinho desses primeiros anos, nos quais era preciso fazer de tudo. “Eu elaborava documentos complexos e, ao mesmo tempo, servia cafezinho. Até a limpeza da sala eu assumia, porque o quadro de servidores era muito reduzido”, relembrou a desbravadora do Judiciário. “Uma vez o desembargador Fouad pontuou para os demais desembargadores, que não era mais para me pedirem café, porque eu era a diretora-geral. Mas eu não me importava. O clima sempre foi de muito respeito e cooperação”, reforçou.
Ao todo, ficou 6 anos no Poder Judiciário, até se tornar delegatária pioneira na capital. Chegou a trabalhar em dois prédios do Poder Judiciário, o Fórum Criminal, primeira sede, e depois no antigo prédio da Caerd, onde o TJ funcionaria até 2008. “Tenho orgulho da minha jornada e fico muito feliz de ter contribuído para a formação deste Poder”, finalizou.
Assessoria de Comunicação Institucional
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