“Há um ano, vereadores recém chegados a Câmara de Vilhena decidiram deixar escondido o que aconteceu com os recursos durante a obra do prédio da câmara, a CPI tinha por base apontamentos do departamento jurídico da própria câmara”
Na
sessão do dia 09/02/2021 foi votado no plenário da Câmara de Vilhena um pedido
de Comissão Processante contra o presidente da casa, Ronildo Macedo, o pedido
era para que os vereadores investigassem se houve ou não ilícitos com dinheiro
público.
A denúncia foi protocolada com base em apontamentos da ex diretora jurídica, Joice Santini, a qual, pontuou em um parecer que agentes públicos obtiveram vantagens ilícitas. A pandemia covid-19 foi usada entre as justificativas dos vereadores para arquivar o pedido investigatório.
“Durante a pandemia não tem
como se investigar nada, é tempo de pode tudo”, argumentou Pedrinho
Sanches, ao liderar a condução do pedido para arquivamento.
ARREPENDIMENTO
Posteriormente, alguns vereadores revelaram que votariam a favor da abertura, mas foram convencidos por servidores efetivos que deveriam arquivar, porque a denúncia não tinha provas concretas.
“Eu ia votar pela abertura, acompanhando o Pagani e o Damasceno, mas era muito no início confiei na palavra dos efetivos, se fosse hoje votaria diferente, fui enganado”, confidenciou um vereador a nossa reportagem, pedindo para manter seu nome em sigilo.
EMBROMAÇÃO NAS APURAÇÕES
O servidor efetivo que falou com a reportagem pontuou que não tem como prosseguir com as apurações sem a contratação de um engenheiro para auxilia-los, e que chegou a ser disponibilizada uma equipe da prefeitura, mas que não fizeram nenhum parecer capaz de esclarecer qualquer coisa. "Era para os vereadores terem contratado o engenheiro já faz um ano", disse.
Devido ao pedido de investigação ter sido arquivado na câmara, o caso atualmente está no Ministério Público e no Tribunal de Contas, processo nº 00294/21.
Da redação

0 Comentários