Desde o início do mandato, o prefeito Léo Moraes adotou uma estratégia clara de comunicação direta com a população. A presença diária em redes sociais transformou-se em uma marca pessoal do gestor.
Vídeos frequentes, linguagem simples e a exposição constante do cotidiano administrativo ampliaram o contato direto com o público, aproximando o prefeito da rotina da cidade e criando um canal de interlocução sem filtros institucionais tradicionais. O investimento em marketing pessoal foi evidente — e, justamente por isso, provocou reações.
Parte da crítica política e administrativa avaliou, naquele primeiro momento, que a gestão poderia se limitar à construção de imagem. O entendimento era o de que a comunicação intensa corria o risco de se sobrepor às entregas, reduzindo o governo a uma vitrine digital. Léo Moraes não evitou o rótulo nem recuou da estratégia. Ao contrário, manteve a exposição e assumiu o ônus da cobrança: o de demonstrar, ainda no primeiro ano, que havia substância administrativa para além das redes.
A resposta veio no campo mais sensível da política pública municipal: a saúde. Em agosto, durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Porto Velho, o prefeito assinou o contrato que viabilizou o primeiro Hospital Municipal Universitário da capital. Em dezembro, o projeto já estava oficialmente anunciado, com a aquisição do Hospital das Clínicas, integração à rede municipal, parceria com a Universidade Federal de Rondônia e gestão prevista pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. O hospital, com 150 leitos, deixa de ser promessa para se tornar decisão administrativa consumada.
FONTE: Rondoniadinamica

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