"A licitação que virou caso de polícia"
O Tribunal de Contas do
Estado determinou ao Governo Marcos Rocha, nesta terça-feira, que não leve
adiante a concorrência pública número 007/2020, da Superintendência de
Licitações de Rondônia (Supel), para a contratação de agência de publicidade e
propaganda a fim de atender o Governo do Estado.
Existe
a suspeita de possível favorecimento da Comissão Especial de Licitação à
empresa PNA Publicidade, do empresário Clayton Penna, que teria descumprido
itens essenciais do edital e, mesmo assim, acabou classificada em primeiro
lugar nesta fase do certame.
A
PNA é a mesma empresa que detém o controle da publicidade da Assembleia
Legislativa de Rondônia e da Prefeitura de Porto Velho.
A
licitação suspensa nesta terça pelo Tribunal de Contas está envolta em tantas
suspeitas que virou caso de polícia, com a deflagração da segunda fase da
Operação Propagare, que resultou no afastamento do chefe da Casa Civil do
Governo Marcos, Junior Gonçalves.
Logo
no início da gestão do governador Marcos Rocha, a empresa que já tinha contrato
com o Governo, a Minha Agência, denunciou que estava sendo chantageada, com
pedidos de propina, por Junior Gonçalves. Começava aí o primeiro capítulo da
Operação Propagare Fase 1.
O
Governo, sem apurar as denúncias, deu início, então, a um novo processo
licitatório para contratar outra agência que viesse a substituir a que
denunciou Junior Gonçalves.
Ao
fazer isso, a Casa Civil do Coronel Marcos Rocha acabou dando início ao novo
capítulo da mini série Propagare: É a Operação Propagare II , que apura
organização criminosa chefiada pelo chefe da Casa Civil, que teria cometido
fraude para beneficiar a PNA Publicidade. O caso envolve até o advogado de
Junior Gonçalves, Nelson Canedo.
O
mesmo advogado particular do chefe da Casa Civil também passou a ser advogado
da PNA, de Claiton Pena, fazendo, inclusive, defesa de processos
administrativos apresentados contra ela na concorrência pública.

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