Reunião em Guajará-Mirim debateu ações que podem melhorar acesso à resex
O governo de Rondônia, por meio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), participou de uma reunião em Guajará-Mirim para debater a implantação de projetos sustentáveis que irão proporcionar melhorias no desenvolvimento social e econômico da região.
A iniciativa faz parte das metas do estado para incentivar o conhecimento ambiental e atividades conscientes, autossustentáveis e produtivas em reservas extrativistas. Com isso, a Sedam tem buscado medidas para fortalecer o turismo e o desenvolvimento ambiental dentro das reservas extrativistas, incentivando a conservação e o desenvolvimento ecológico, junto a Superintendência Estadual de Turismo (Setur).
A reunião, realizada na Secretaria Regional da Casa Civil, teve como foco principal discutir projetos sustentáveis que já estão sendo desenvolvidos e implementados em algumas reservas extrativistas do Estado, como o Projeto de Carbono e o Manejo sustentável elaborado na Resex Rio Preto Jacundá, localizada em Machadinho do Oeste. O objetivo da Sedam é viabilizar um diálogo com a comunidade local e os órgãos de proteção ambiental, com o intuito de aumentar as ações coletivas.
O secretário executivo regional de Guajará-Mirim, Flávio Derzete da Mota, destacou a preocupação do governador Marcos Rocha em ter aproximação com os povos da floresta e as comunidades extrativistas que vivem no entorno do Rio Pacaás Novos.
“Ouvimos os produtores rurais e pudemos colher as manifestações da necessidade de aberturas de estradas vicinais e energia elétrica, haja vista que pequenas agroindustriais estão querendo se instalar nas reservas. O governador Marcos Rocha e o secretário Marcílio Leite estão atentos às reivindicações das comunidades extrativistas”, afirmou o secretário.
Uma das propostas apresentadas pelos moradores da comunidade extrativista de Pacaás Novos foi a solicitação para abertura das estradas vicinais, que vai trazer melhoria no acesso às comunidades extrativistas. Hoje, este acesso é feito, em sua maioria pelo rio Pacaás Novos.
No verão amazônico, a viagem entre Guajará-Mirim e as comunidades extrativistas pode durar até três dias.
Além de facilitar o acesso dos ribeirinhos, vai possibilitar a implantação da rede de energia elétrica até as comunidades. A abertura de estradas agilizará os procedimentos logísticos de apoio a saúde, o comércio de produtos da agricultura familiar e da floresta, potencializando assim o turismo local.
O presidente da Associação Primavera e representantes das comunidades extrativistas, Ronaldo Ferreira Lins, elogiou a iniciativa do governador Marcos Rocha, em incentivar a implantação dos projetos sustentáveis de carbono e manejo florestal da madeira; e do secretário Marcílio Leite, em ouvir as lideranças e buscar soluções para os pleitos apresentados.
FONTE: diário
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